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Já não somos ingênuos de acreditar que é possível prever o desempenho do Ibovespa para o próximo mês ou para o ano de 2019. São muitas variáveis atuando simultaneamente. Alguém arrisca? É pedir para errar!!

Entretanto, nos parece razoável dizer que o movimento de alta do Ibovespa iniciado em janeiro de 2016 está vivo e que apesar da valorização acumulada de 150% ainda pode se expandir muito mais, dependendo do comportamento das principais variáveis.

Nossas avaliações mostram que o patamar dos 250 mil pontos para o Ibovespa pode ser atingido ao longo dos próximos 4 anos, mas tem que ser suportado por uma economia equilibrada fiscalmente, com taxa de crescimento acima da média dos últimos 20 anos e com empresas competitivas que mostrem retornos atrativos para investidores.

COMO CHEGAR LÁ?

Em primeiro lugar, o novo governo do Presidente Bolsonaro tem que dar continuidade à política econômica do Presidente Temer, com os aprofundamentos liberais e as acelerações que somente um governo recém-eleito pelo voto popular pode almejar.

Muita coisa está encaminhada, como o texto base da reforma da previdência, a capitalização da Eletrobrás, leilões de aeroportos, de rodovias e outras ações que o programa liberal de Paulo Guedes/Bolsonaro deve certamente dar continuidade.

Muito mais pode ser feito com os objetivos de garantir um equilíbrio fiscal de longo prazo, atualizar minimamente a infraestrutura do país como um todo e aumentar radicalmente a produtividade da economia brasileira.

O espaço para melhorar o desempenho da economia brasileira é imenso e a agenda do ministro Paulo Guedes parece tocar em todos os pontos cruciais: aceleração das privatizações, redução do estado (reforma administrativa), equilíbrio fiscal, simplificação de processos, investimentos em infraestrutura, abertura econômica e aumentos de produtividade, dentre muitos outros.

A viabilidade desses objetivos vai depender logicamente do relacionamento com o Congresso e do apoio crescente da população. Por isso a velocidade de implementação é muito importante, desembocando num círculo virtuoso auto sustentado.

O cumprimento da agenda pelo governo brasileiro pode tornar o Brasil um polo relevante de atração de investimentos internacionais, ampliando as possibilidades de sucesso, mesmo com uma crise no mercado internacional.

RISCOS

No Brasil, historicamente é na política que moram os maiores riscos. O Governo Bolsonaro terá que fazer diferente para obter maior taxa de sucesso.

Os primeiros sinais, acompanhando pela imprensa, não são tão bons no campo político. A coordenação é fraca e falta experiência tanto ao coordenador quanto ao chamado núcleo duro do governo (Onyx Lorenzoni, 3 filhos do Bolsonaro, Joice Hasselman, dentre outros).

A confusa agenda de costumes/valores (escola sem partido, porte/posse de armas, gêneros, etc) do governo Bolsonaro também preocupa, pois traz fricções desnecessárias às discussões políticas.

No melhor cenário, teremos apenas momentos de volatilidade nos mercados, causado pelas incertezas. No pior, a saída da equipe econômica de Paulo Guedes. Seria fatal.

As eleições dos presidentes da Câmara e do Senado previstas para fevereiro próximo devem sinalizar a “taxa de sucesso” de aprovação de medidas relevantes. Temos que torcer para que sejam eleitos nomes comprometidos com as reformas.

O cenário internacional é a outra grande fonte de riscos nesse momento. Elevados déficits fiscais e níveis de endividamento nos EUA e na China precisam ser equacionados nos próximos anos. A velocidade do ajuste e se vai ser planejado (voluntário) ou forçado pelos mercados (involuntário) devem determinar o tamanho e extensão da crise. Esta “espada” deve ficar sobre a cabeça dos investidores, gerando volatilidades até que tenhamos uma solução encaminhada.

AQUI NA RIO VERDE…

Estamos otimistas e, por consequência, posicionados para capturar esse movimento de alta de médio e longo prazo que descrevemos.

Estamos analisando. Temos a maior concentração dos nossos recursos em:

  • Empresas ligadas ao consumo doméstico.
  • Empresas que se relacionam com o crescimento do volume de investimentos em infraestrutura.

Estamos preparados para aproveitar as oportunidades que a volatilidade de preços oferece em um cenário de frustração da aprovação de medidas no Congresso, adiamentos de reformas, recuos da equipe econômica e também de dúvidas com relação ao mercado internacional.

Estamos observando. Notamos que o investidor estrangeiro está pouco posicionado em ações brasileiras, por conta dos riscos externos e dúvidas sobre a evolução do governo Bolsonaro. O “Fluxo do Gringo” é fundamental para que se consolide o cenário otimista.

 


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